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Projetos de Produção Integrada no AM vão incentivar a produzir alimentos seguros 08/07/2010
Nas refeições que chegam às nossas mesas podem estar escondidos sérios riscos à saúde, com a contaminação química, física e biológica dos alimentos que consumimos. Além disso, muito do que está sendo produzido para alimentação no país não passa por controle de que são alimentos seguros. A produção de alimentos seguros é uma preocupação presente nos Sistemas de Produção Integrada. Alimento seguro é aquele que não oferece perigos à saúde e à integridade do consumidor. Esses perigos podem ser, principalmente, de origem biológica (a partir de bactérias, vírus e fungos), ou decorrente de produtos químicos, como desinfetantes, inseticidas, antibióticos, agrotóxicos e outros venenos. Uma forma de ter a garantia de que se está adquirindo alimentos seguros é buscar produtos com a certificação de produção orgânica ou de produção integrada. A Produção Integrada é um sistema moderno baseado em boas práticas agropecuárias orientadas por normas técnicas visando a produção agrícola com o uso eficiente e adequado dos recursos naturais, conservação do meio ambiente, e a garantia de alimentos seguros e de boa qualidade nutricional. Esse sistema adota métodos de monitoramento em todas as etapas do processo de produção, permitindo que o agricultor possa ter uma certificação do seu produto. No Amazonas estão em andamento quatro projetos com foco em sistemas de Produção Integrada. A Embrapa Amazônia Ocidental coordena três desses projetos, sendo um financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) para citricultura; e outros dois projetos financiados pelo CNPq/Mapa, para as culturas do guaraná e para o cultivo de frutas (laranja, cupuaçu, coco e banana) em sistemas agroflorestais. A Embrapa Amazônia Ocidental também participa de projeto para produção integrada de abacaxi no AM, coordenado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada na Bahia. Os projetos incluem atividades de pesquisa e desenvolvimento e implantação de unidades piloto de Produção Integrada junto a produtores selecionados que servirão de área de referência para realização de cursos de capacitação para os demais interessados. “O incentivo à Produção Integrada para ampliar a produção de alimentos seguros é a partir de adesão voluntária e conscientização. Para isso, a estratégia é incentivar capacitação e treinamento”, afirma Mendonça. O diretor de Sistema de Produção e Sustentabilidade do Mapa , Savio Mendonça, disse que atualmente a maior parte dos alimentos produzidos dentro dos padrões de Produção Integrada, vem sendo direcionada para o mercado externo, e está se buscando incentivar a produção de alimentos seguros para atender também o consumidor brasileiro. “A maior demanda por produtos certificados é de consumidores na Europa, mercado mais exigente. Enquanto isso, estamos sujeitos a ficar consumindo produtos suspeitos de contaminação por agrotóxicos e resíduos biológicos”, alertou o diretor. Contaminação ocorre em vários produtos O diretor de Sistema de Produção e Sustentabilidade do Mapa , Savio Mendonça, apresentou dados de uma pesquisa da Anvisa divulgados em 2009, em que foram avaliados diversos alimentos produzidos pelo sistema agrícola convencional em várias regiões brasileiras e demonstrou alto índice de resíduos de agrotóxicos na maioria deles. Os alimentos da amostra que mais apresentaram contaminação química acima do tolerável para a saúde humana foram pimentão, morango, uva, cenoura, alface, tomate, mamão e laranja. Também amostras de abacaxi, repolho, maçã, arroz, feijão, cebola, batata, banana e manga apresentaram resíduos acima do nível tolerável. A pesquisa foi baseada em amostras de alimentos produzidos nas regiões nordeste, centro-oeste e sul do Brasil. “Mesmo sendo produzidos fora da região norte, o Amazonas importa e consome muito desses alimentos”, disse o diretor, alertando que o problema é não ter controle sobre a segurança de como são produzidos tanto aqui como em outros estados. Falta produzir alimentos seguros para o mercado local Segundo informações do Mapa,a Produção Integrada está sobretudo na produção de frutas, porém atinge apenas cerca de 1% dessa produção, dos quais 90% dos frutos vão para exportação. O diretor de sustentabilidade do Mapa, Savio Mendonça afirma que um dos fatores que contribuem para essa situação é que a maioria da população brasileira ainda não tomou consciência da necessidade de exigir alimentos seguros para seu consumo e a medida que haja essa exigência isso pode impulsionar a produção. Para o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Silas Garcia é importante que, além de atender o mercado externo, os sistemas de produção integrada sejam adotados e adaptados para pequenos produtores com foco na produção de alimentos para o mercado local. “Produzir alimentos seguros para o mercado local, com a participação de pequenos produtores, é um caminho que pode ser seguido no Amazonas”, disse. Entre as vantagens apontadas para adotar a Produção Integrada está a possibilidade de gerar produtos de qualidade que possuem valorização em mercados diferenciados, por serem produtos com a garantia de serem saudáveis, produzidos dentro de padrões que respeitam a conservação ambiental. Entre as vantagens econômicas, os empreendimentos que adotaram Produção Integrada conseguiram reduzir, em média, 40% dos custos de produção, pois reduzem significativamente o uso de agrotóxicos e fertilizantes, aumentando a produtividade em 35%, além de aumentar em três vezes a durabilidade dos produtos, e as frutas ganham melhor equilíbrio nutricional com maior índice de frutose. Para mais informações sobre os seguintes projetos: *Desenvolvimento da Citricultura e Implantação do modelo de Produção Integrada no Estado do Amazonas – coordenação: pesquisador Marcos Garcia *Desenvolvimento de um modelo de produção integrada de guaraná no estado do Amazonas – coordenação: pesquisador Lucio Santos *Produção integrada em sistemas agroflorestais na Amazônia Ocidental – coordenação: pesquisador Silas Garcia (Jornalista: Síglia Regina Souza – MTb 066/AM Embrapa Amazônia Ocidental)


Embrapa abre inscrições para bolsistas 07/07/2010
Estão abertas no período de 25/6 a 7/7, as inscrições para bolsistas de iniciação científica na Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM). As bolsas são financiadas pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas – Paic (Fapeam) e pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica – Pibic (CNPq). Voltado para o aluno de graduação, e servindo de incentivo à formação de novos pesquisadores, os programas privilegiam a participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação adequada, individual e continuada. Os projetos culminam com um trabalho final avaliado e valorizado, fornecendo retorno imediato ao bolsista, com vistas à continuidade de sua formação, de modo particular na pós-graduação. As bolsas contemplam as seguintes áreas de pesquisa: comunicação rural, educação ambiental, fitossanidade, fitopatologia, fitotecnia, culturas anuais (mandioca, feijão caupi, milho, plantio direto), biotecnologia, biologia molecular de plantas e microorganismos, cultura de tecidos de plantas, melhoramento genético vegetal, silvicultura, plantios florestais, tecnologia de sementes florestais, formação de mudas/viveiros florestais, informática e banco de dados, agrofloresta e produtos florestais não madeireiros, plantas medicinais, recursos genéticos vegetais, agricultura familiar, agroecologia, manejo de pastagens e produção animal (integração lavoura-pecuária), piscicultura – aperfeiçoamento das técnicas de manejo. Os interessados devem procurar o setor de Gestão de Pessoas – SGP da empresa, na Rodovia AM010, km 29, Zona rural, Manaus, AM, e-mail: deise.souza@cpaa.embrapa.br, telefone 3303-7853, no horário das 7h30 às 12h e das 13h às 16h. Maiores informações podem ser acessadas no edital do processo que está publicado no site da instituição: WWW.cpaa.embrapa.br.


Empregado da Embrapa recebe homenagem da Câmara de Maués (24/06/2010) 24/06/2010
A Câmara Municipal de Maués realizou dia 24 de junho de 2010, sessão especial de entrega de “Títulos e Medalhas do Guaraná” , às personalidades que mais se destacaram no desenvolvimento sócio-econômico do município. Entre os homenageados estava o técnico da Embrapa Amazônia Ocidental José de Ribamar Cavalcante Ribeiro, que recebeu o título de “Cidadão Mauesense”. Ribamar é natural do Maranhão e há 21 anos trabalha no Campo Experimental de Maués, onde a Embrapa desenvolve pesquisas de melhoramento genético da cultura do guaraná. Foi durante muito tempo responsável pelo apoio aos experimentos ali realizados, profissional respeitado pelas lideranças comunitárias e influente difusor das tecnologias da Embrapa naquela região de importante produção da cultura do guaraná. O reconhecimento pela trajetória de Ribamar, partiu do vereador Miguel Antonio G. de Souza que conseguiu aprovar por unanimidade na Sessão Ordinária do dia 11/03/2010, a homenagem ao técnico agrícola pelos ''relevantes serviços prestados ao povo de Maués''. José de Ribamar disse que está muito feliz com a homenagem por que é resultante de seu compromisso com os produtores rurais, uma trajetória profissional iniciada quando ainda pertencia à difusão de tecnologias do antigo PDRI, passando pela longa convivência com os produtores de guaraná da região de Maués, que hoje somam mais de 1.000 famílias beneficiadas com as tecnologias desenvolvidas e difundidas pela Embrapa.


Produção sustentável de alimentos seguros no Amazonas é tema de seminário 18/06/2010
Garantir a produção de alimentos de boa qualidade e saudáveis evitando que o agricultor, o consumidor e o meio ambiente sejam contaminados por agrotóxicos é um dos principais objetivos que se busca com o sistema de Produção Integrada. Para discutir o que está sendo feito e os desafios para que esse sistema seja adotado mais amplamente no Amazonas, será realizado nos dias 14 e 15 de junho o Seminário Sistemas Agropecuários de Produção Integrada no Amazonas. O seminário é promovido pela Embrapa Amazônia Ocidental e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae-AM. O evento será realizado no auditório da Assembléia Legislativa, na rua Recife, em Manaus. Produtores rurais, pesquisadores, lideranças institucionais, consumidores, varejistas, atacadistas, estudantes de pós-graduação, profissionais ligados às ciências agrárias e demais interessados em conhecer, adotar, e multiplicar os preceitos dos sistemas agropecuários de Produção Integrada podem se inscrever gratuitamente para participar do evento. As inscrições já podem ser feitas pela internet no site http://www.cpaa.embrapa.br , onde também está disponível a programação. O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Lucio Pereira Santos, membro da coordenação do seminário, afirma que se quer mostrar aos produtores regionais a importância de implantar a produção integrada e como esse sistema possibilita um diferencial de agregação de valor aos produtos agrícolas possibilitando a conquista de novos mercados, além de oferecer maior proteção ao meio ambiente e à saúde humana. O pesquisador explica que na produção integrada todas as etapas do processo são monitoradas por meio de metodologias, com procedimentos baseados em normas técnicas para garantir produtos seguros, sem contaminação. No evento serão abordadas experiências com sistemas de Produção Integrada (PI) de abacaxi no Norte e Nordeste; e de citros nos estados da Bahia, São Paulo e Amazonas; PI na agropecuária, além de pesquisas que estão sendo iniciadas com PI de Guaraná e de PI em sistemas agroflorestais, no Amazonas. Serão apresentadas também informações sobre metodologia para produção integrada, ações de fomento, legislação, aspectos considerados na visão de produtores e consumidores e a certificação de alimentos seguros. “Com o seminário, pretende-se alcançar a sensibilização das autoridades do Amazonas para apoiar as ações que possam viabilizar a implantação deste sistema no Estado, mostrar à sociedade amazonense que iniciativas estão sendo tomadas pela Embrapa, Ministério da Agricultura e demais parceiros no sentido de desenvolver e viabilizar condições para a implantação de uma agricultura pautada em paradigmas mundialmente consolidados e requeridos para se alcançar os mercados internacionais”, afirma Santos. O pesquisador esclarece que o principal requisito para aderir à produção integrada é que os produtores cumpram as normas técnicas exigidas pelo sistema. Para aqueles que queiram alcançar a certificação de seus produtos, há alternativas para certificação por meio de cooperativas e associações distribuindo os custos entre os participantes ou tendo instituições parceiras que financiem parte do valor, principalmente para pequenos produtores. “Há exemplos em que o Sebrae entrou como parceiro, financiando cerca de 80% dos custos com a certificação”, cita o pesquisador.


Projeto apresenta resultados para melhorar sustentabilidade na produção de tambaqui 18/06/2010
As melhorias tecnológicas ocorridas na piscicultura permitiram manter a oferta de tambaqui durante todo o ano, com melhor eficiência na criação em cativeiro, preço mais acessível ao consumidor e redução na captura dos estoques naturais. Entretanto, a produção atual de tambaqui no Amazonas, embora tenha crescido, ainda não atende a metade da demanda para o consumo desse peixe na capital, Manaus, reconhecida como maior consumidora de tambaqui no mundo com a demanda em torno de 14 mil toneladas ao ano. Informações geradas pelas pesquisas do projeto Aquabrasil para o tambaqui foram apresentadas e discutidas no Workshop Produção de Tambaqui, que contou com um público de mais de 150 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e produtores interessados nessa espécie que ocupa o primeiro lugar entre os peixes cultivados na Amazônia e o terceiro em todo o Brasil. O workshop é uma realização da Embrapa, Sepror e Universidade Federal do Mato Grosso. O evento realizado nos dias 16 e 17, no auditório da Suframa, em Manaus, apresentou resultados de pesquisas sobre melhoramento genético, nutrição, sanidade, manejo e gestão ambiental dos sistemas de cultivo e o aproveitamento agroindustrial. O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luís Inoue, ressalta que a piscicultura é uma atividade produtiva favorecida na região amazônica pela quantidade e qualidade da água e as condições de temperatura e que vem avançando com o suporte de informações tecnológicas geradas pelas pesquisas na área. No Amazonas se consegue produzir tambaqui com 3 quilos em um ano, enquanto em outros estados se alcança 1 quilo no mesmo período. Embora atualmente a maioria dos produtores ainda não tenha licenciamento ambiental, a piscicultura é compatível com a conservação ambiental, gerando alimento e renda sem ocupar grandes áreas. Em um hectare ocupado pela piscicultura no Amazonas é possível produzir 10 toneladas de peixe, enquanto em um hectare de pasto se produz no máximo 1 tonelada de carne bovina. Com as tecnologias, sobretudo sistema de produção, disponibilizado pela Embrapa Amazônia Ocidental nos últimos anos foi possível atingir o tamanho do peixe adequado para venda em um ciclo mais curto, reduzindo o tempo de produção de 36 para 12 meses e ganhando mais eficiência nos custos, conforme explicou o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Claudio Izel. Luís Inoue explica que, a partir dessas conquistas, outros desafios estão sendo trabalhados pelos pesquisadores buscando melhorar a nutrição e a sanidade dos peixes, aumentar a produção em escala, e viabilizar o processamento para agregar valor ao produto final, além de aprimorar as práticas de manejo e o gerenciamento ambiental, que podem, no futuro, associar o produto a um ‘selo verde’ servindo de certificação da qualidade com que é produzido e, com isso, abrindo novos mercados para exportação. Aquabrasil envolve mais de cem pesquisadores O projeto Aquabrasil, coordenado pela Embrapa, envolve uma rede com mais de cem pesquisadores de diversas unidades da Embrapa e outras instituições de pesquisa e universidades. A coordenadora nacional do projeto, Emiko Resende pesquisadora da Embrapa Pantanal, explica que o objetivo é desenvolver pesquisas que promovam um grande salto tecnológico na produção elevando a sustentabilidade do ponto de vista econômico, social e ambiental, para a cadeia produtiva das principais espécies cultivadas na aqüicultura no Brasil. Para o tambaqui, as tecnologias que estão sendo desenvolvidas pela rede de pesquisa Aquabrasil são: melhoria do desempenho zootécnico através de um melhoramento genético da espécie; rações de qualidade que atendam as exigências nutricionais do tambaqui utilizando ingredientes alternativos; identificação e desenvolvimento de protocolos de tratamento para as principais doenças e parasitoses; e boas práticas de manejo para minimizar o impacto ambiental e melhorar as condições sanitárias e qualidade do produto final; além de tecnologias para agregar valor ao tambaqui, com o processamento agroindustrial. As informações geradas pelas pesquisas ficarão disponíveis aos produtores, através de publicações e na internet. O secretário de Pesca e Aquicultura do Amazonas, Geraldo Bernardino, também presidente da Associação Brasileira de Aquicultura, disse que a piscicultura no estado tem ajudado a reduzir a captura de peixe dos estoques naturais dos rios, citando que há 15 anos a oferta de tambaqui obtido de pesca era de 12 mil toneladas ao ano, enquanto hoje está em torno de 2.800 toneladas. Bernardino informou que atualmente em cada cinco tambaquis consumidos em Manaus quatro vem da criação em cativeiro, e a piscicultura permitiu oferecer o peixe com um preço de quilo 50% menor que o da pesca, o que vem permitindo geração de renda e tornando o alimento mais acessível. O presidente da Associação Brasileira de Aquicultura disse que há ainda várias questões para se avançar nas pesquisas com tambaqui e as pesquisas do Aquabrasil vem nesse sentido para atender necessidades do setor produtivo e também expectativas dos consumidores e da sociedade. O projeto tem a continuidade de suas ações até 2011. ......................................... Embrapa Amazônia Ocidental Jornalista: Síglia Regina Souza MTb 066/AM


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Foto: Rafael Faria - Embrapa Informação Tecnológica Ilustração: Aline da Silva Pereira - TDA Desenho & Arte