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Integração lavoura-pecuária-floresta é opção para agricultura na Amazônia

sistema integração lavoura-pecuária-floresta permite várias atividades simultaneamente

Os solos degradados pela pecuária ou agricultura intensiva apresentam baixa fertilidade e a recuperação com adubação é inviável economicamente. Para amenizar os custos e permitir a reutilização dessas áreas, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estão propondo a adoção do sistema integração lavoura-pecuária-floresta - que permite no mesmo terreno ter essas atividades acontecendo simultaneamente ou em sucessão -, e o sistema de plantio direto, que preserva ao máximo a integridade do solo.

De acordo com o pesquisador Paulo Campos Fernandes, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA) é inviável economicamente a recuperação de solos de pastagens usando adubos e o mecanismo mais viável é a integração com a agricultura. Isso acontece, explica, porque depois que sai a pecuária, o solo fica compacto, impossibilitando a drenagem e a conseqüente fixação de nutrientes. Com o sistema lavoura-pecuária-floresta, se pode exercer a agricultura clássica, plantando grãos, como milho, soja, sorgo, feijão ao mesmo tempo em que desenvolve a pecuária.

Além disso, em se tratando de Amazônia, um ecossistema muito complexo, a Embrapa apregoa desmatamento zero. ``A Embrapa não quer que se desmate nem mais um palmo para pecuária e agricultura, o que se pretende é usar as áreas que já foram usadas e estão improdutivas e trazê-la de volta, mas de forma sustentável``, informa.

Segundo o pesquisador, no Estado do Pará já existem muitos empresários tendo o êxito adotando esse sistema. ``Essas iniciativas são monitoradas pela Embrapa, por que são  referências de sistemas que funcionam e dão certo. E nós queremos sistemas funcionais e não teóricos``.

Plantio direto é uma ferramenta que também pode ser usada dentro do processo de integração lavoura-pecuária-floresta. Esse sistema, conforme o engenheiro agrônomo Eduardo Maklouf, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, compreende um conjunto de técnicas integradas que visam melhorar as condições ambientais (água-solo-clima) para explorar da melhor forma possível o potencial genético de produção das culturas. Caracteriza-se por três requisitos mínimos: não revolvimento do solo, rotação de culturas e uso de culturas de cobertura para formação de palhada, associada ao manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

O plantio direto não tem um modelo ideal, mas deve ser visto como um sistema que exige adaptações locais. Segundo Maklouf, o plantio direto é amplamente usado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, por grandes empresários. A utilização do plantio direto no lugar dos métodos convencionais tem aumentado significativamente nos últimos anos. Nele, a palha e os demais restos vegetais de outras culturas são mantidos na superfície do solo, garantindo cobertura e proteção do mesmo contra processos danosos, tais como a erosão. O solo só é manipulado no momento do plantio, quando é aberto um sulco onde são depositadas sementes e fertilizantes.

O plantio direto traz diversos benefícios que irão diminuir os custos de produção e o impacto ambiental, tais como a maior retenção de água no solo, menor compactação do solo, menor erosão, menor perda de nutrientes, economia de combustíveis (diesel) e menor número de operações, incluindo aí aração e a gradagem. O que faz com que haja menor uso dos tratores e conseqüentemente menor desgaste.

Os sistemas lavoura-pecuária-floresta e plantio direto para a Amazônia estão sendo discutidos por pesquisadores das seis unidades da Embrapa na Região Norte: Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Amazônia Oriental (Belém-PA), Amapá (AP), Rondônia (RO), Roraima (RR), Acre (AC) e também da Embrapa Soja (Londrina-PR) em Manaus, de 14 a 16 de outubro, durante os workshops  ``Sistema de Plantio Direto: Alternativa Sustentável para Recuperação de Áreas Alteradas na Amazônia`` e ``Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Alternativa de Desenvolvimento Sustentável em Áreas Alteradas da Amazônia Brasileira``, que acontece no Hotel Adrianópolis Apart Service. Ao término do evento, os especialistas pretendem transformar as experiências em um projeto nacional e futuramente incluir nas políticas públicas.

 

 

Maria José Tupinambá

Jornalista - MTb/AM 114

 

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