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BRS Conquista: a banana que está conquistando o mercado

A cultivar de banana BRS Conquista foi lançada nacionalmente em abril de 2009

BRS Conquista: a banana que está conquistando o mercado

As bananeiras estão sendo reproduzidas em laboratório

As vendas de mudas de BRS Conquista, variedade de banana desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), estão superando as expectativas dos laboratórios de cultura de tecidos vegetais, licenciados para multiplicação e comercialização desta cultivar em todo o Brasil. Somente no primeiro semestre deste ano, foram encomendadas mais de 100 mil mudas de um total de 600 mil que se pretende colocar no mercado nos próximos três anos.
    Mesmo estando dentro do programado, a diretora comercial da SBW do Brasil Agrifloricultura Ltda - um dos laboratórios responsáveis pela multiplicação da bananeira – Cony Maria de Wit, não esconde a satisfação diante da ampla procura pela nova variedade de bananeira. Segundo ela, somente no primeiro semestre foram vendidas mais de 100 mil mudas para produtores de vários estados, mas os pedidos não param de chegar de todas as regiões do Brasil, demonstrando que a campanha de marketing alcançou seus objetivos por que acelerou a divulgação do produto no mercado.
    Buscando alternativa de negócios e apostando no potencial da nova variedade, o Estado do Pará é o maior comprador da BRS Conquista, totalizando quase 60 mil mudas. Outros Estados também apostam na nova variedade para incrementar o agronegócio da banana: Paraná (10 mil), São Paulo (3.700), Rondônia (2.500), Minas Gerais (550) e Ceará (200). Conforme Cony de Wit, há expectativa de que o Governo do Amazonas encomende 100 mil mudas.
    A comercialização também está sendo realizada pelo laboratório Multiplanta Tecnologia Vegetal Ltda, de Andradas (MG), que já comercializou as 15 mil mudas que dispunha. Os dois laboratórios foram contratados para fazer a multiplicação e comercialização após atenderem às exigências de um edital da Embrapa.
    Os laboratórios receberam parte de rizoma (caule) da bananeira da Embrapa e estão reproduzindo as mudas que levarão cerca de um ano até chegarem a campo. As plantas serão entregues aos produtores rurais na fase de pré-aclimatação, quando estiverem medindo 10 centímetros de altura e possuírem cada uma 3 folhas verdadeiras.
    Para cada muda vendida, os laboratórios pagarão 7% de royalties para a Embrapa. O preço das mudas variam em média de R$ 1,00 até R$ 3,50, dependendo da quantidade do pedido.  A comercialização das 600 mil mudas poderá significar um rendimento potencial de R$ 50 mil à Embrapa, cujo valor será reinvestido no desenvolvimento de novas variedades.
    A comercialização das 100 mil mudas, conforme o pesquisador José Clério Pereira, que faz parte da equipe da Embrapa Amazônia Ocidental que desenvolveu a BRS Conquista, representará um aumento de 90 mil hectares de área plantada de bananeiras, o que ainda é pouco frente à demanda do país, cuja área plantada hoje é de 520 mil hectares. Mas ele vê com otimismo a rapidez com que os produtores estão procurando adquirir as mudas dessa variedade que poderá substituir a banana Maçã, que é altamente suscetível ao mal da Sigatoka-negra, doença que há décadas arrasa plantações e o bolso do bananicultor do mundo todo. Na região Norte do país observam-se perdas de 100% da produção nas cultivares Prata, Maçã e Terra.
    A cultivar de banana BRS Conquista foi lançada nacionalmente em abril de 2009, durante a cerimônia de aniversário na sede da Empresa, em Brasília/DF, e desde então a comercialização de mudas está disponível pelas empresas credenciadas.
    A Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília-DF) promoveu testes de degustação da cultivar entre os consumidores, inclusive com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), e as características sensoriais – cor, aroma, paladar – foram consideradas favoráveis.
    Durante a validação da cultivar em cinco estados brasileiros a BRS Conquista manteve suas características agronômicas, inclusive a resistência à Sigatoka negra,    O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luadir Gasparotto, que atuou no melhoramento da banana, destaca que o formato do fruto lembra as características da cultivar Maçã, a preferida pelos brasileiros. Mas ressalta que a BRS Conquista tem características próprias.
    O potencial da cultivar - que também oferece maior tempo de prateleira no supermercado e na mesa da dona-de-casa - já está sendo reconhecido por fruticultores locais e internacionais. Importadoras como a empresa holandesa SBW, presente em mais de dez países, pretende levar a cultivar para consumidores da Costa Rica e México, por exemplo.
    A Embrapa vem trabalhando com o melhoramento de banana com vistas a resistência à Sigatoka-negra, desde a década de 80. Isso apesar de, no Brasil, a doença ter sido constatada em 1998 no estado do Amazonas. Atualmente o mal encontra-se disseminado por 13 estados brasileiros. A BRS Conquista, que também possui resistência à Sigatoka-amarela e ao Mal-do-Panamá, foi selecionada pela Embrapa Amazônia Ocidental na área experimental da Unidade de Manaus, pelos pesquisadores José Clério Rezende Pereira e Luadir Gasparotto.
    Foram instaladas unidades de demonstração e validação nos estados de São Paulo, Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais e Santa Catarina e foi comprovada a manutenção da resistência à Sigatoka-negra e qualidades como
aparência, coloração e seu agradável e proeminente aroma e sabor.

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